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No ranking dos principais itens de colecionismo um deles é a caneta. Tinteiro ou não, esse artefato revolucionou a escrita e ao longo de décadas continua seduzindo veteranos e jovens.
Consta da história o nome do professor George Safford Parker, que para aumentar a sua renda mensal vendia para os seus alunos de uma pequena cidade de Janesville, Wisconsin (EUA). As canetas sempre apresentavam defeitos e ele se sentia no dever de consertá-las. Isso fez com que sua credibilidade aumentasse e as vendas também.
De tanto montar e desmontar, consertar aqui e ali, Parker despertou para desenvolver uma caneta com uma escrita mais limpa, sem os problemas corriqueiros e constantes. Surge em 1888 o primeiro modelo patenteado pelo futuro empresário, que aproveita para fundar na mesma época a Parker Pen Company, em parceria com W. F. Palmer.
O primeiro sucesso comercial, até a década de 1920, foi a caneta Lucky Curve. No ano de 1906 é lançada a Parker Snake, com design que chamava a atenção por ter uma serpente ao redor do corpo com olhos em vidro verde. Seu maior contrato acontece com o advento da advento da Primeira Guerra Mundial, em 1917, quando o Departamento de Guerra dos Estados Unidos compra um grande lote da caneta Parker Trench para ser distribuída aos soldados norte-americanos e europeus. Um detalhe curioso é que a tinta vinha em forma de “pílula” para ser dissolvida na água da chuva. Isso fez com que a marca ficasse conhecida em todo o mundo.
E lançamentos não faltaram como a Parker Duofold – garantia de 25 anos e batizada de Big Red por sua tinta de cor avermelhada –; a linha de canetas coloridas Park Depression; a Quink, fusão das palavras inglesas quick (rápido) e ink (tinta), que veio para revolucionar a década de 1930 com sua secagem rápida; a Parker Vacumatic, com sistema de enchimento com pistão, um marco na escrita e a primeira caneta a apresentar o tradicional clip em forma de flecha, símbolo da marca até os dias de hoje; e a esferográfica pioneira Parker Jotter.
Em 1941 surge a famosa Parker 51, com pena embutida e tinta que secava no instante que tocava o papel. Esse modelo foi uma homenagem aos 51 anos de existência da empresa, levou 11 anos para ser projetada e é o maior sucesso de vendas da história da indústria de canetas, com mais de 20 milhões de unidades vendidas até 1970. Depois vieram a Parker 21, 61 45 e a Parker Sistemarc, primeira caneta rollerball da marca, lançada em 1975.
Para selar essa bem-sucedida trajetória, muitas personalidades possuíam canetas Parker, entre as quais Winston Churchil, Albert Einstein, Ernest Hemingway, John F. Kennedy, Giacomo Puccini, Nelson Rockfeller, Lyndon Johnson, a família Real Britânica, os presidentes Getúlio Vargas, Bush e Gorbatchev, e tantos outros.
Momentos históricos também tiveram a participação da marca, como por exemplo: em 7 de maio de 1945 o general Eisenhower usou uma Parker 51 para por fim à Segunda Guerra Mundial; o general MacArthur firmou a rendição dos japoneses em Pearl Harbour com uma Parker Duofold vermelha; e o ministro do exterior de Israel, Shimon Peres, caprichou ao assinar o tratado de paz do Oriente Médio em 1993.
